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Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Verdades absolutas sobre basicamente tudo.
All great truths begin as blasphemies.
Nem mais. Porra. 

3 de maio de 2006

Capas que dificilmente serão piores que a música, mas é possível (VI)


Pensava eu, do alto da minha chaneza, que, depois de Richard & Willie e respectiva capa que mostra ao mundo como a imagem de uma senhora a gratificar oralmente, e em simultâneo, um humano bastante pigmentado e duas marionetas estupidamente estereotipadas pode mesmo ser um cenário inquietante, não mais me mostraria alvoroçado com manifestações do tenebroso mundo do ventriloquismo. Afinal, ainda fico. Não é que fique mais alvoroçado. Não. Em abono da verdade, “ficar mais” seria sempre bastante complicado. Para não dizer completamente impossível. Ou, vá lá, tão impossível como, perante uma situação em que alguém está a cantar um fado ou algo que remotamente se assemelhe à mais típica canção lisboeta, não haver pelo menos um atrasado mental que, num misto de empolgamento e certeza de que vai ser admirado por todos, muja “Ah fadista!” uma ou mais vezes. E este até é o grau de impossibilidade mais elevado que conheço. Seja como for, ao que parece, ainda há mesmo capas de disco de ventriloquismo capazes de me colocar em alvoroço. Claro que a própria prática dessa arte que é o ventriloquismo, felizmente com tendência para ser irremediavelmente esquecida, influi muito nesse estado.

Para além da óbvia e inegável dinâmica de parvoíce concomitante a todo e qualquer acto ventríloqua, fazem-me, hoje e sempre, confusão os bonecos. São pavorosos e deixam-nos sempre com o tal desassossego de poderem ou não ganhar vida para, manejando um ralador ou um almofariz, nos atacar num qualquer sítio pouco iluminado. Não percebo porque é que, por exemplo, não usam um anão em vez do boneco horripilante. É que é de uma parvoeira de vantagens tal que chega a ser burlesco o facto de ainda ninguém se ter lembrado disso. Logo para começar, não era preciso o ventríloquo decorar as suas falas e as do boneco. O anão decorava as suas. Os anões falam sozinhos, que eu já vi. Interagem e tudo. Os bonecos não. Depois, aquela coisa de fazer uma voz parva sem sequer abrir a boca, de certeza que não faz bem às cordas vocais dos ventriloquistas. Com o anão a falar, esta questão de saúde nunca se colocaria. Para além disso, e quiçá mais importante que tudo isso, seria uma, não digo considerável, mas no mínimo simpática contribuição para a resolução do eterno problema da empregabilidade dos anões. Sim, porque nem todos podem ser Alf’s ou robots da Guerra das Estrelas. Até o próprio mercado da pornografia com anões tem vindo a sofrer acentuada crise. Ou seja, há para aí muito anão que quer trabalhar e não consegue. Se mandassem os bonecos às urtigas, abria-se a porta para que alguns desses anões pudessem começar a endireitar as suas vidas. Era um novo mundo de oportunidades. E, pronto, não havia boneco e aquele pavor constante. Seria um dueto como qualquer outro. Sem bonecada humanóide e tão normal como uma actuação com um anão ao colo de outra pessoa consegue ser.

Olhando-se para a capa hoje aqui em exibição e científica análise, facilmente se conclui que, ao invés de aproximar o boneco de uma forma mais humana – e um anão é, em rigor, uma forma mais humana que um boneco de madeira ou esferovite –, a Geraldine decidiu antes aproximar a sua forma da do boneco. Devia-lhe dar mais jeito assim. Confesso que, a princípio, tive algumas dificuldades em perceber quem era o ventríloquo nesta capa, se é que havia algum. Não fosse o meu conhecimento académico na arte do ventriloquismo, que rapidamente me chamou a atenção para a disposição das personagens, e esta dúvida acompanhar-me-ia para sempre. Então, o Ricky, mas só porque é ele ao colo da Geraldine, é o boneco. É certo que, a julgar sobretudo pela rígida definição de todo o seu frontispício, a Geraldine terá apanhado boleia com o Ricky naquele teletransportador que "A Mosca" tornou famoso; e agora está, a bem dizer, a metamorfosear-se em algo que se destaca pela aparência pouco humana. Por outras palavras, está numa espécie de avançada, e absolutamente doentia e vomitiva, simbiose com o Ricky. Para este cenário ser ainda mais aterrador, só faltava mesmo ser de noite. Está lá o boneco psicótico que pode ganhar vida a qualquer instante. Está lá a sua maquiavélica mentora que parece, ela própria, feita de cera. Está vestida de noiva e tudo, como se impõe e é costume nestas coisas dos desequilíbrios mentais. Está lá a selva, cerrada e com plantas que têm folhas daquelas que parecem tentáculos. Rechonchudinhos, mas tentáculos. Só se safa mesmo a manta, que eu até tinha uma daquelas quando era mais rapazito e gostava bem dela. Era fofinha.

Presumo que nem deva ser preciso dizer que esta Geraldine é uma acesa devota daquelas Igrejas estranhas. Dos Cristãos Renascidos ou dos Neopentecostais. Uma dessas. Como também se depreenderá, o disco reproduz os animados diálogos entre a senhora e o seu boneco ensandecido. Quando, ao jantar, ouvirem alguém dizer “eh pá, estes muçulmanos são todos malucos” ou “com estes árabes é sempre um ver se te avias”, não se fiquem. Defendam os rapazes. Lembrem-se que, por muito desequilibrada que seja essa vadiagem que pensa que, por se detonar em tudo quando é sítio, vai sacar umas dezenas de virgens lá no céu, ainda ficam muito atrás da malta desta capa. É que, por exemplo, do 11 de Setembro, ainda me posso vir a esquecer. Duvido, mas não garanto que não me esqueça. Agora, deste “Trees Talk Too!”, aposto já peremptoriamente que não. Isto sim, é para sempre. Por último, ainda em relação a tão enigmático título, se as árvores conseguem falar, porque é que não dizem ao Ricky que não se usam calças cor-de-rosa, muito menos com uma camisola azul? Era um começo.

Outras capas:
Heino
Richard & Willie
Freddie Cage
Joyce
John Bult


Anonymous professor Bacana said...

Não sei se já conhecias este site, mas aqui também há bons exemplares, e só de música francófona:
http://45toursnazes.free.fr/TopPochettes.htm  


Blogger Rantas said...

Ah Fadista!  


Blogger floca said...

afinal qual é o problema da capa?  


Blogger João said...

Geraldine!? A mim parece-me a Priscilla Presley...  


Anonymous party animal said...

o sorriso maquievélico da geraldine não egana, ela também espalha terror. é o terror na música/foto/musica-foto  


Anonymous orlando said...

espero um post sobre um disco do Oscar Zamora y Don Chema...  


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