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Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Verdades absolutas sobre basicamente tudo.
All great truths begin as blasphemies.
Nem mais. Porra. 

25 de agosto de 2005

Capas que dificilmente serão piores que a música, mas é possível (I)


É a contemplar obras-primas como a capa deste apelativo disco que cada vez mais me convenço que a pior coisa do Nacional-Socialismo que o visionário Hitler queria instituir à chapada na Europa não passava tanto pela natureza racista e xenófoba do referido sistema político-ideológico, mas sim pela mais que provável adopção forçada da grotesca cultura alemã. Aliás, julgo ser do conhecimento geral que uma das punições impostas à Alemanha no final da guerra foi exactamente o embargo às exportações dos seus costumes e predilecções, cujo potencial como arma de tortura tem sido estranhamente ignorado. Actualmente, e devido à influência que possuem dentro da UE, os alemães têm, pouco a pouco, conseguido diminuir o extremismo dessa suspensão e aberrações como os Modern Talking, os Scorpions, o Lou Bega, os Milli Vanilli, os Guano Apes, os Kelly Family ou o cabelo e bigode do Rudi Voeller têm infestados diversos países inocentes.

Bem, Heino, o senhor que dá vida e alegria à capa do disco ‘Liebe Mutter…’, é um dos mais famosos e bem sucedidos intérpretes de música popular teutónica. Isto vale o que vale tratando-se do país natal do Lidl. Bem, a verdade é que este, em bom português, ‘Querida Mãe… Um bouquet que nunca murcha’, até nem será, musicalmente falando, dos discos mais conseguidos do artista, mas tal pecha é amplamente compensada pela original capa que perdurará seguramente nos cantos mais recônditos das mentes de todos os que tiveram o azar de não virar a cara e fazer uma lobotomia (procedimento médico que, já agora, a referida capa parece publicitar, através de uma foto que mostra os efeitos secundários) assim que se depararam com isto. Convenhamos que é extremamente complicado, quando se parece um manequim estrábico, sósia do Andy Warhol, e a quem colocaram a cabeça num corpo que não era o seu, deixar de ser catalogado como psicopata, sendo que nem o bouquet de rosas o fazem parecer menos um urgente caso clínico. O que sei é que, depois de me ter deparado com a fronha do senhor, já vou poder associar um rosto àquelas noticias que ciclicamente nos chegam da Alemanha e que relatam mais um caso de um canibal homossexual que se alimentou literalmente com o cadáver de um engate barato.

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6 de agosto de 2005

9 Canções















Vejo-me, pela inabalável falta de qualidade que caracteriza e acaba mesmo por se revelar como característica definidora do filme, obrigado a desenvolver uma pequena crítica do mesmo, com o mais nobre intuito de impedir que outros pobres diabos se vejam, como eu vi, perante o maior lixo que uma sala de cinema já foi capaz de reproduzir com a sua pessoa presente. Como o título indica, o ‘filme’ brinda-nos com nove canções, actuações ao vivo de, entre outros, Black Rebel Motorcycle Club, Franz Ferdinand, Primal Scream, Dandy Warhols e Michael Nyman. Nem vou embirrar com o facto de estar a ver clips ao vivo numa sala de cinema ser uma grandessíssima seca. E não o faço porque nem chega a ser preciso. A história: um gajo conhece uma gaja num desses concertos (penso que foi no primeiro, o dos BRMC), numa cena que nós nem temos o prazer de presenciar. O gajo, que é também o narrador da história, fala-nos a partir da Antártida e a profundidade do filme é de tal ordem que ele se vê obrigado a encher algumas das suas linhas com pormenores fascinantes sobre gelo. Bem, gajo inglês conhece gaja americana num concerto, vão para casa dele e copulam. Até aqui, tudo bem. Nos filmes, como na vida, esta é uma premissa que resulta bem. O problema é que estas duas criaturas continuam a ir a concertos (a gaja só não vai a um, como se isso quisesse querer dizer alguma coisa de relevante) e a envolver-se sexualmente depois. E pronto. É só isto. Nove concertos, nove encontros sexuais. Infelizmente, bem mais que nove minutos de filme.

O sexo é real e explícito. E ficam já a saber que é bastante desconfortável estar numa sala de cinema a ver um filme porno (que passa por intelectual) numa sala cheia de casais com idade para serem vossos pais. É como estar em casa, num dia de jantar familiar, termos o controlo do comando, passarmos por um dos tais canais temáticos da TV Cabo e, por uma série de razões funcionais, não conseguirmos mudar logo para um canal mais familiar. Aliás, o filme nem chega a ser porno, essencialmente porque os filmes porno tem bastantes mais diálogos que este ‘9 Canções’. E também usam argumentos mais elaborados. Parece-nos absolutamente natural que a voluptuosa filha de um fazendeiro se envolva em cenas de sexo harcore com os doze empregados zairenses que tratam dos cavalos. Isto resulta e é credível. Mas neste ‘9 Canções’ não há nada, não há argumento, não há premissa que envolva o acto sexual daqueles dois mamíferos. Quanto muito, este filme será um ‘home video’ de um casal do qual não queremos saber nada, muito menos o que fazem quando estão nus, que usou a mesma cassete de vídeo para gravar as suas actividades sexuais e os concertos a que assistiram. Das personagens, quando se dão a conhecer, e isto acontece bem depois de nos darem a conhecer os respectivos genitais em grande plano, dá para perceber que são, e para ser simpático, detestáveis. Falam pouco e não dizem nada de jeito, repetem-se, mostram que são enfadonhos até mais não e chegamos a desejar que pelo menos a cabeça de um deles expluda nos próximos segundos. Eventualmente, depois de nove cambalhotas e/ou derivados, a rapariga volta para os Estados Unidos e o gajo lamenta-se do ocorrido desde uma avioneta que sobrevoa a Antártida. A este ‘9 Canções’ resta-lhe, no limite, no máximo dos máximos, nos infinitos dos infinitos, a consolação de ser o filme porno com a melhor banda sonora de sempre. De outra maneira, nunca verão o título ‘9 Canções’ na mesma frase que a palavra ‘melhor’.

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Dumbass Americans

(em português, Americanos rabo do Dumbo)

Reúne consenso universal o facto da estupidez dos americanos há muito ter ultrapassado até os limites que a humanidade havia decretado para os peixes de aquário, animais para quem estar numa sanita ou num oceano é indiferente e igualmente fascinante. Ser estúpido faz parte da cultura americana, tal como ser bêbado faz parte da irlandesa e ter uma estranha obsessão por embarcações faz parte da cubana. Aqui fica uma pequena história que ilustra como a estupidez está para os Estados Unidos como uma cabeça de cavalo está para a Teresa Guilherme. Ou seja, é impossível pensar num conceito sem automaticamente se lhe associar o outro.

Quando os americanos começaram a enviar astronautas para o espaço sideral, perceberam que as canetas de tinta permanente, as mais avançadas da altura, não funcionavam em ambientes de gravidade zero. Vai daí, começaram a trabalhar na resolução do problema. Os cientistas da NASA demoraram cerca de dez anos, e gastaram qualquer coisa como 12 milhões de dólares, para desenvolver uma inovadora caneta. Uma que funcionasse em gravidade zero, de cabeça para o ar, debaixo de água, em quase todas as superfícies, inclusive no vidro, e em temperaturas desde ‘muitos abaixo de zero’ até sensivelmente aos 300 graus (é que podia ser preciso apontar qualquer coisa num bloco de notas quando fossem ao Sol, por exemplo). Caneta do espaço inventada, problema resolvido, e os astronautas americanos já podiam apontar os pontos dos jogos de sueca.

Como é óbvio, as canetas de tinta permanente dos russos também não funcionavam em condições de gravidade zero, logo, os soviéticos tiveram que lidar com o mesmo problema. A solução: usaram um lápis.

Na verdade, actualmente até se diz que esta história não passa de um boato maldoso, uma lenda, um mito que visa perpetuar a estupidez dos americanos. Se lançar boatos sobre a estupidez dos americanos não fosse tão necessário como uma bisnaga de Quitoso no armário dos medicamentos do Dalai Lama, talvez alguém acreditasse.

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