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Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Verdades absolutas sobre basicamente tudo.
All great truths begin as blasphemies.
Nem mais. Porra. 

9 de janeiro de 2006

Fuja, ou morra a tentar - O Fogo

Aqui há uns tempos, falou-se aqui num site da defesa norte-americana que, entre outras preciosidades, pretende auxiliar os seus histéricos cidadãos na luta incessante que aqueles pobres diabos travam diariamente contra todos os que abominam os seus ideais de liberdade e democracia. Além dos ataques terroristas anteriormente mencionados, o biológico e o químico, a defesa nacional norte-americana prevê outras formas de destruição, destacando-se, para já, a milenar estragação através do fogo. Pôr tudo a arder, portanto. Então e isso de fugir a um fogo? Como em tudo na vida, é só olhar para os bonecos.








- Se começar tudo a arder, saia de onde quer que esteja. Pode não parecer – até porque começa a ficar quentinho –, mas ficar num sítio a arder é uma idiotice. Felizmente, a seta, apresentada no capítulo anterior, sabe disso e vai encaminhá-lo por uma porta que vai dar a Espanha. E sim, ignore a treta do “mulheres e crianças primeiro” porque isso há muito tempo que já lá vai e agora só se usa nos filmes e em livros antigos.









2 º - Se, lá fora, estiver nublado, ande de cócoras. Não perca tempo a perceber se é você que está gigante ou as nuvens que estão estupidamente baixas, ponha-se mas é a mexer. Para não estranharem o seu comportamento anormal, e de forma a que não se instale o pânico e vá alguém correr e safar-se mais depressa que você, finja que está à procura das suas lentes de contacto.









- Com o olhar de quem acabou de ser possuído por um demónio, vista o seu fato de ninja e chore copiosamente ao relembrar a sua infância perdida e absolutamente psicótica. Além de poupar em terapia, convém realçar que a parte do fato de ninja que lhe cobre as fuças ficará ensopada, facto que será decisivo para evitar uma desfiguração. Assim, ainda poderá engatar gajas, mas, com queimaduras em muitas outras zonas, esqueça a hipótese de as levar para a cama. Seja como for, diga na mesma aos seus amigos que as levou para a cama e que “as porcas fazem tudo”.









- É comum, em incêndios, a ocorrência de combates entre as mais variadas forças, das mais obscuras dimensões e galáxias. Por isso, se tiver um bocadinho, veja o excitante combate entre a tríade das setas e mão radioactiva gigante. Faça apostas absurdas com os presentes e ponha-se a andar dali para fora se perder. Se, um dia mais tarde, encontrar uma dessas pessoas a quem deve dinheiro, diga-lhe que deve estar a fazer confusão com o seu irmão gémeo, que, precisamente, faleceu nesse incêndio. Chore de raiva e processe o sacana que ainda teve a lata de lhe vir exigir o dinheiro, relembrando-o de tragédias e lançando numa depressão profunda e irreversível. Aliás, reversível com uma indemnização, claro.









- Aproveite para ouvir os vizinhos a fazer sexo. A pervertida da seta deve acompanhá-lo em tão nobre acto. A seta é facilmente excitável, mas, por amor de Deus, não retribua os seus olhares lascivos. Como deve calcular, até pela sua acentuada forma fálica, não deverá ser uma posição passiva que a mesma adoptará num possível acto sexual consigo.









- No caso dos seus vizinhos serem maricas, o apartamento deles será dos primeiros a arder por completo. É o que dá ir contra os dogmas da igreja. Depois falta sorte nestas desgraças. Bem, quanto a si, mesmo que tenha uma qualquer tara inexplicável que envolve a audição de sexo homossexual durante incêndios, nem pense em aproximar-se da porta. Andor!









- Convém ter sempre bem presente que você, para “eles”, não passa de um ponto preto a quem é dada uma, e apenas uma, opção. No caso, seguir em frente. Faça qualquer outra coisa e, se o fogo não o consumir entretanto, um sniper contratado por “eles” rebenta com a sua cabeça. Por isso, siga mas é lá em frente e, já agora, nem pense em usar o elevador. Não é que seja particularmente perigoso usá-los durante incêndios, mas se há escadas, você não vai querer obrigar o patronato a pagar mais luz, pois não? Também me parece. Os elevadores são para pessoas de fato e malas pretas com documentos importantes. Você vai pelas escadas.









- Se, por acaso, começar a arder, não se ponha a correr armado em parvo. Deixa-se estar e tenha uma morte angustiante. De preferência, não grite. Todos temos problemas, camarada. Aguente! E lembre-se que, apesar da imagem de alguém a correr enquanto é consumido pelas chamas ser, esteticamente, estimulante, ninguém quer saber disso agora. Para além disso, se correr, vai estar a espalhar as labaredas por tudo quanto é sítio. Vá, não seja inconveniente.









- Como já deve ter percebido, a seta estará presente durante grande parte do processo. Quando tiver oportunidade, aprecie-lhe a traseira, salivando se possível. Depois, ponha-se de cócoras e mique o seu próprio cu, imaginando-se a ser comido à canzana por quem quer que seja que o excite. Sim, se for apologista do imediatismo, até pode ser a seta. Finalmente, jogue às escondidas com a seta, mas faça a contagem deitado, fazendo “cadeirinha” com duas setas mais flexíveis que, entretanto, surgiram do nada.









10º - O fumo e caos vão ser de tal ordem que, de repente, você vai-se ver transportado para outra dimensão. Neste universo paralelo, você é um gigante que gravita num ciberespaço cuja paisagem se resume a um Google Earth, mas em pior. Eventualmente, a seta, sempre prestável, chamar-lhe-á a atenção para o sítio onde fica a sua casa. E, antes que se ponha com ideias, não, o zoom não dá para ver decotes das transeuntes ao pormenor.









11º - Construa uma família sem qualquer tipo de expressão facial. É um mundo cão, onde não vale a pena manifestar emoções. Ignore o facto de andar sempre com a mesma roupa e, pelo menos para a fotografia, deixe de apalpar o rabo à sua mulher, colocando-lhe a mão no ombro. Tirada a foto, dê uma lamparina ao seu filho porque corsários não são roupa de gente. Melhor, dê uso a esse cinto que lhe manteve as calças bem acima do umbigo durante toda esta escapadela ao fogo, e dê-lhe antes uma sova das antigas. Com fivela e tudo.










12º - As casas bonitas e caras não ardem. Isso é só em bairros de lata e barracas, habitadas por pessoas que gostam pouco de trabalhar. Por isso, compre uma casa cara que deve ficar safo dos fogos.









13º - Crie logótipos absolutamente medonhos para os bombeiros lá da sua terra. Encha a caixa de e-mail lá dos senhores com os referidos logótipos e mantenha constantemente a linha ocupada, perguntando “então, o que acharam dos meus logótipos aí para a vossa organização?”. Se fez tudo correcto, parabéns, você acaba de sobreviver a um incêndio.


Anonymous 101 said...

Admiro o esforço, mas devo confessar que este post não me levou às lágrimas como o do ataque químico/biológico. Esse sim, foi das coisas mais cómicas que já li. E de cada vez que o leio, a reacção é sempre a mesma: gargalhada à fartazana.  


Anonymous Anónimo said...

Olhe so tenhu k dizer k ta D++++++++


*-******************



continue assim!!!


ines & Joao  


Blogger João said...

Então e cheias? Não me digam que "eles" não têm um plano para cheias?  


Blogger Tiago said...

Sim. Conta-nos das cheias. E depois podes passar aos tsunami!  


Anonymous Anónimo said...

Muito Engraçado. Fartei-me de rir.  


Blogger Rodrigo said...

Desde já, um repto: "Fuja ou morra a tentar: a coabitação democrática institucional".  


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